segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Aos Cadeiófilos de Plantão...

... ou "Dos Delitos e Das Penas"


Chegam aos meus olhos suas proezas

Que impressionam a longa feita

Escroque, torpeza

Cai a face de uma seita

Que nada fez senão roubar


Eu, cidadão de bem,

Porque não fazes como quem,

Trabalha, constrói, respeita cada lei,

E não usurpa nada de ninguém?


Quis matá-lo,

Quem sabe até uma boa surra?

Ou um talho – essa canalha!

Porque não pedir desculpas?

Pois sou humano,

E se falho,

Não lhe posso exigir a perfeição


De outra feita, e isso é certo

Não lhe posso nomear como o correto

Nem trazer-lhe para perto

De meu convívio, minha moral


Feristes a honra, a retidão

Feristes homens e uma nação

E agora não vislumbro para ti, mau ladrão

Outro fim, outra destinação

Senão a cela de uma prisão


E vejo cada imagem desse antro

Me espanto, me esquivo

Irei depositar minha ojeriza

Hei de reafirmar meu regozijo

Em vê-lo lá largado, perdido

Em uma privada de dejetos, sem engano

Em que se joga nada além de lixo humano

Quem mandou te tornar-se tão profano?

Mas será que me aduz cumprir tal plano?


Cri poder julgá-lo

Desculpe, desculpe

Ledo engano

Pois se detrás de tuas algemas há um escândalo

Por trás de teu olhar, um ser humano

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