quinta-feira, 18 de março de 2010

O Credo da Liberdade...

Creio no Estado de Direito respeitador das liberdades individuais, mas sensível à desigualdade existente.

Creio no fortalecimento da democracia direta, parlamentarista, com a possibilidade de controle real, pelas militâncias partidárias, das ações de seus respectivos representantes (inclusive com a possibilidade de "recall" interno).

Creio que os municípios médios e grandes devem ter mais dinheiro e mais autonomia de gestão e auto-regulamentação, pois trazem para mais perto dos cidadãos o poder de reivindicar políticas públicas de qualidade (ao invés de isolar toda ação política no Planalto distante).

Creio que os municípios pequenos, sem auto-suficiência financeira, deveriam poder se unir, criando mini-federações, muito mais legítimas e eficazes que os atuais estados federados (essa cópia barata do federalismo norte-americano, herdeiros diretos das capitanias hereditárias).

Creio que os serviços públicos deveriam ser taxados e expandidos à classe média, com qualidade e controle por todos, dando aos mais pobres a alternativa de retribuírem esses serviços de outra forma - como através de serviços comunitários, por exemplo.

Há muito o que se discutir sobre políticas públicas, indivíduos, coletividades, direitos e deveres sociais. Mas uma coisa eu tenho certeza: para toda via estatal burocrática, devem haver alternativas criadas e fomentadas pela sociedade civil, pelo mercado, por iniciativas individuais, quebrando assim o monopólio da mediocridade que geralmente atinge os nossos gestores estatais, sejam eles de esquerda ou de direita.

Essa é a minha crença, meio ingênua, meio cética, do que deve ser um Estado Democrático. Nas palavras de Juvenal: "quem vigiará os vigilantes?".

Por isso a minha discordância com aqueles que desejam delegar ao Estado (esquerda) ou ao Mercado (direita) a prerrogativa de estabelecer convenções morais coletivas.

Meu credo é no exercício constante, pelo indivíduo, de libertação moral e ideológica. Em suma: ao invés de proibir, promover. Ao invés de punir os maus, estimular os bons.

Seja na questão do sucateamento da educação pública, da saúde enquanto mercadoria, ou da necessária democratização dos meios de comunicação, prefiro fugir das regulações estatais (quase sempre equivocadas) e delegar ao Estado de Direito o papel crucial de fomentar LIBERDADES.

Enquanto formos seres humanos, jamais nos curvaremos, seja à pena da lei, seja à força do dinheiro. Somos essencialmente e espiritualmente LIVRES.

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