quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Uma (breve) reflexão sobre a política macroeconômica...

É preciso ampliar as reservas internacionais, ampliar o superávit, e com isso reduzir os juros de modo perene no médio e longo prazo. Havendo um novo ciclo de valorização do Real, como ocorreu de 2004 a 2011 (Guerras Iraque/Afeganistão + Crise dos "Subprimes"), o Governo poderá então reduzir tributos (especialmente com a correção da tabela do IRPF, desonerando a Classe C), e assim usar a microeconomia, e não mais a macroeconomia (sempre se usa o mesmo remédio, a desvalorização cambial que beneficia a indústria agroexportadora) para nos tornamos mais competitivos internacionalmente. Novos marcos regulatórios nos campos trabalhista (fortalecimento das CCTs), tributário/fiscal (melhor repartição federativa) e tecnológico (marco regulatório mais claro para ciência e inovação), também podem contribuir. Chega de pensarmos que todos os problemas do país se resolvem com macroeconomia.

A macroeconomia tem um espectro de atuação limitado: evitar a inflação e o endividamento, e valorizar a moeda. Ponto. Cabe ao Governo mitigar os efeitos concentradores de renda que advêm da valorização cambial, e isso se faz com um sistema tributário mais justo, e com a redução gradual deste, na mesma medida da valorização cambial (maior poder de compra relativo do Real = necessidade de gastos nominais menores em Real, para despesas do Governo). Tecnicamente, é simples. Politicamente, é complicado... O erro da Esquerda é achar que problemas de microeconomia (tributos, institucionalidade, competição, inovação) se resolvem com instrumentos de macroeconomia (política cambial, endividamento público, orçamento). Inflação e endividamento são medidas paliativas, que mascaram problemas de microeconomia (que demandam reformas estruturantes), ao tempo em que ferram a macroeconomia. Não há nada de "progressista" nisso.

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