quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Esquerda Democrática

Pensando na legislatura que se inicia em fevereiro, e num cenário de vacância de esperanças para 2022, PV, PPS e Rede já ensaiam uma possível união, em um bloco partidário ou mesmo em um futuro partido único. O nome e a legenda ainda estão em discussão. O regimento interno dessa aliança idem. Desde já, eu sugiro Esquerda Democrática, em contraposição à outra esquerda, de orientação marxista, que se pretende hegemônica e monolítica.

Mas seria tão difícil assim fechar questão em torno de diretrizes políticas comuns a esses 3 partidos, e que acenem inclusive na direção de uma eventual coalizão com PSB e PDT em 2022? Penso que não. E modéstia à parte, redijo aqui a minha sugestão de quais seriam as pedras angulares de um futuro partido de centro-esquerda não marxista, originado da união de PPS, PV e Rede:

1) Respeito pelas instituições, pela alternância de poder e pela pluralidade de visões políticas;

2) Defesa das liberdades individuais, e dos direitos sociais necessários para garantir a dignidade da pessoa humana;

3) Respeito e zelo pela coisa pública;

4) Inovação constante nos quadros do partido, e na forma de desenhar e executar políticas públicas;

5) Fazer mais (mais prestação de serviços públicos finalísticos) com menos (eficiência no gasto público);

6) Equilíbrio de interesses na definição das medidas econômicas;

7) Respeito à privacidade, às individualidades e à razoabilidade na regulação dos costumes;

8 ) Busca do acesso universal à Justiça e a políticas públicas de qualidade;

9) Um olhar atento para os desafios de longo prazo, que já exigem medidas urgentes desde já (meio ambiente, previdência, tecnologia, bioética);

10) Agir para ressignificar a vida em sociedade, para além do consumo, considerando outras formas de se medir o bem estar e a felicidade do indivíduo.

Serão 04 anos sombrios os que se iniciam em janeiro próximo. Mas tempos difíceis criam líderes fortes. E a Esquerda Democrática, além de defender os 10 pontos acima sugeridos, necessita principalmente formar quadros, estimular novas lideranças, manter acesa a paixão da política, realizar encontros bimestrais entre lideranças políticas do Partido e os cidadãos comuns admiradores desse futuro partido.

Só assim 2022 irromperá não como um ano de pessimismo e derrotismo, mas como o ano em que o respeito e a sinceridade na política derrotarão o ódio, a arrogância e os discursos falsos de marqueteiros, que reinaram tanto em 2014 quanto em 2018.

Artou Sosvic, Brasília, outubro de 2018.

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