domingo, 2 de fevereiro de 2020

Quando o Estado deve intervir na Economia?

"O Estado não deve intervir na economia" - FALSO.

O Estado não deve é:

- Afundar suas finanças numa espiral de endividamento infinita;

- Subsidiar juros para ricos ficarem mais ricos;

- Permitir reservas de mercado que beneficiem oligopólios econômicos;

- Fixar obrigações financeiras publicas ou privadas sem dizer de forma transparente de onde vem o dinheiro;

- Especular no mercado de câmbio e depois mandar a conta para o contribuinte;

- Manter monopólios ineficientes que custam mais caro do que subsídios pontuais.

Não, essas coisas acima o Estado não pode fazer.

Mas o Estado deve fazer:

- Contrair dívidas para aportes pontuais e de curto prazo para investimentos em infraestrutura ou para superação de uma turbulência cambial;

- Fixar regras que estimulem a geração de poupança privada e sua canalização para investimentos produtivos;

- Corrigir externalidades de mercado em questões trabalhistas, comerciais, ambientais e de consumo;

- Fomentar atividades econômicas na margem, apenas na medida que permitam ao país dominar uma tecnologia (mas não necessariamente em larga escala - isso deve deixar pro mercado);

- Subsidiar a aquisição e difusão de tecnologia de modo horizontal e impessoal;

- Manter o câmbio em posição "comprado", ou seja, em que o mercado aposta na sua valorização.

Nesses casos acima, o Estado DEVE intervir na economia.

Feitos os esclarecimentos, agora podem cobrar de seus políticos de estimação.

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